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Mitos e Verdades Mamografia

Mitos e Verdades Mamografia

A especialista Vivian Tostes esclarece as principais dúvidas sobre a MAMOGRAFIA

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21/02/2019

Não tenho nódulos nem alterações nas mamas, então estou dispensada da mamografia.

Mito. A mamografia procura justamente alterações milimétricas, que podem corresponder ao câncer de mama em estágio inicial, quando tem maiores chances de cura. Quando o nódulo está palpável ou a mama se encontra visivelmente alterada, existe a possibilidade de se tratar de um tumor em estágio mais avançado e, por conseguinte, mais difícil de curar.

Não preciso fazer o exame porque ninguém da minha família teve câncer de mama.

Mito. A maioria dos casos de câncer de mama não é hereditária. Portanto, toda mulher pode vir a desenvolver a doença e, dessa forma, deve fazer o estudo mamográfico para rastreá-la após os 40 anos.

Mantenho um estilo de vida saudável e não preciso me preocupar com o risco desse câncer.

Mito. Apesar da importância de bons hábitos de vida para diminuir o risco de câncer de mama, porém isso não basta para prevenir a neoplasia de mama, cujo surgimento está relacionado também a fatores genéticos e hormonais, sobre os quais temos pouco ou nenhum controle.

A radiação emitida pelo exame pode fazer mal.

Mito. Só há contraindicações em caso de gravidez, condição bem infrequente na faixa etária em que se indica a mamografia. Fora dessa circunstância, o exame está liberado, pois a radiação que emite é muito baixa e insuficiente para causar problemas em outros órgãos do corpo.

A mamografia deve ser feita após os 40 anos. Mito ou verdade?

VERDADE. Depois dos 40 anos de idade, a incidência do câncer de mama aumenta progressivamente entre as mulheres, e a mamografia permite o diagnóstico precoce das alterações mamárias. Para mulheres com idade abaixo dos 40, o exame de ultrassonografia mamária é uma das principais tecnologias para diagnóstico precoce da doença.

A mamografia é a principal forma para diagnosticar o câncer de mama. Mito ou verdade?

VERDADE. A mamografia é o principal método para o diagnóstico do câncer de mama em suas fases mais iniciais, porque permite a identificação, sobretudo, das microcalcificações xxxxxxxxaxxx que podem representar o início da proliferação celular do câncer.

Quem tem prótese de silicone tem mais dificuldade para diagnosticar o câncer de mama. Mito ou verdade?

MITO. O silicone pode limitar a visualização do tecido mamário na mamografia por conta da sobreposição das imagens. Porém, manobras especiais de deslocamento do implante permitem uma maior visualização do tecido mamário. Nesse caso, também é possível usar outros exames complementares, como a ultrassonografia e a ressonância magnética.